Capela de Sta. Luzia em Campos

Vila Nova de Cerveira
Descrição

A joia arquitetónica mais importante da freguesia de Campos, mesmo porque é um imóvel classificado de interesse público desde 1982, chama-se capela de Santa Luzia e está situada numa zona de encharcamento produzida pela passagem do Ribeiro de Regadas.
A capela, que tem uma origem medieval, viria a sofrer uma grande remodelação no século XVI e posteriormente no século XVIII. Foi nesta altura que ganhou os dois corpos, que atualmente ostenta, bem como a desconexão que existe entre as paredes, fator que terá sido agravado pela infiltração da água nos alicerces, situação que obrigou, em tempo recente, ao seu reforço e ao capeamento de uma parte do pequeno adro.
No templo remodelado os vestígios quinhentistas encontram-se ao nível do aparelho das pedras usadas na construção, nos cachorros de proa presentes na atual capela-mor, na porta de arco apontado que foi entaipada no lado norte, nos dois contrafortes que se salientam a meio da construção e, naturalmente, na porta principal, também em arco apontado, que a reconstrução do século XVIII respeitou, embora deslocando-a para a atual posição. Assinala-se, em lugar de destaque, um escudo que tem as armas dos Porto-carreiros. A importância da capela não está todavia e necessariamente na sua estrutura arquitetónica. São os frescos, góticos existentes no seu interior, que lhe dão uma certa visibilidade patrimonial, mais que os túmulos ali encontrados e que são os vestígios visíveis de uma série de enterramentos ali feitos ao longo dos anos. Destaque também merece a inscrição comemorativa da fundação da capela, embutida na fachada e que é um dos primeiros testemunhos de D. Afonso Henrique como Rei.
Para o fim ficam algumas das muitas dúvidas que nos assaltam acerca desta capela. De acordo com a Corografia Portuguesa do P.e Carvalo, que é obra do início do século XVIII, aqui teria havido um convento feminino de seu nome mosteiro de Santa Maria de Valbôa, fundado pelos senhores da Torre da Silva, no atual concelho de Valença. Que este mosteiro está documentado no século XIII, na inquirição que foi feita à freguesia de Reboreda: Nuno Suariz criou abatissa de Valle bona não há dúvidas a esse respeito. As que há, prendem-se com a incerteza quanto à localização de tal convento, porque adquirido é o facto da capela quinhentista ter incorporado pedras de uma anterior construção – há um silhar com um almofadado à maneira romano incorporado na parede exterior da capela-mor – e da sua construção estar intimamente ligada a um culto local das águas. A capela foi dedicada a Santa Luzia, a quem são atribuídos poderes curativos a quem sofre da vista e junto ao topo norte da capela-mor há uma velha nascente, a quem são atribuídas propriedades curativas. Relacionar os dois factos, até nem será difícil. Complicado é comprovar a presença do dito mosteiro nestas paragens.No interior conservam-se dois túmulos inseridos nos respetivos arcossólio e que, de acordo com os símbolos gravados, pertencem a membros da família dos Meiras. A eles deveremos juntar os já referidos frescos e um pequeno altar de talha barroca.

Local: Vila Nova de Cerveira
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